A porta se fechou atrás de nós e o silêncio da casa pareceu respirar junto.
As crianças estavam quietas. Quietas demais. Não assustadas. Atentas. Elas sempre percebem tudo.
Mariá respirou fundo antes de chamá-las.
— Vem cá um pouquinho, meus amores.
Eles sentaram no sofá. Eu fiquei de pé, encostado na parede, braços cruzados. Não interferi. Mas estava ali. Inteiro. Ouvindo cada palavra.
— O que aconteceu hoje foi uma conversa que precisava acontecer — ela começou com calma. — Aquele homem é o p