Lorenzo
A raiva que queimava no meu peito não era mais um fogo passageiro; era um ácido corrosivo, denso, que consumia cada órgão interno e transformava meu raciocínio em cinzas. Eu estava louco de ódio da Chiara. A imagem daquela mulher, a frieza na voz dela ao telefone, a audácia de agir como se estivesse me salvando enquanto destruía o chão sob os meus pés... Tudo nela me causava uma repulsa visceral. Ela tinha plantado a dúvida, manipulado a minha paranoia e saído ilesa, enquanto eu permane