Lorenzo
A segunda-feira chegou trazendo a luz cinzenta e fria de um novo dia, mas nenhuma fresta de alívio para a minha mente. As horas do fim de semana haviam se arrastado em um borrão sufocante de uísque, silêncio e pensamentos corrosivos. Ficar preso entre as paredes daquela cobertura, onde cada canto parecia sussurrar o nome da Samanta, estava me enlouquecendo. Eu precisava sair dali. Precisava de ar, de movimento, de qualquer distração que me impedisse de desmoronar por completo.
Decidi vo