~~ Isadora ~~
Mais de duas semanas naquele lugar, alí o tempo não é medido em horas, mas em perdas. Minha pele, antes vibrante, agora tinha um tom amarelado sob a luz fluorescente das galerias. O uniforme laranja pendia frouxo no meu corpo, eu sentia cada osso, cada costela, como se meu próprio organismo estivesse se consumindo de angústia. O pouco que eu conseguia comer parecia cinzas na minha boca.
— Tem visita para você, D’Avila. — A carcereira falou em seu tom seco habitual.
Fui levada ao