Sou um homem de família.
Eu estava sonhando. Estava com Helena em frente à mesma cachoeira para onde a levei antes da coroação — o mesmo lugar onde tudo desabou, onde ela foi sequestrada. O som da água era intenso, e o vento fazia os fios do cabelo dela dançarem no ar. Helena sorria, com aquele olhar sereno que sempre me desarma, e eu sentia uma paz que há muito tempo não experimentava. Mas, de repente, o sonho começou a se distorcer.
Do meio da névoa formada pela queda d’água, uma figura se aproximava — o avô dela. El