Estou deitada na minha cama há mais de vinte minutos desde o jantar. Esperei alguns minutos, fui me banhar, e agora estou aqui, no escuro do meu quarto, refletindo sobre tudo de novo. Parece que as engrenagens do meu cérebro giram sem parar; meus parafusos internos estão todos desordenados. Às vezes sinto que minha cabeça é uma máquina prestes a explodir. E, no meio de tantas perguntas, surge a mais incômoda: se Theo mudou assim, do nada, será que não é porque ele descobriu o meu segredo?
— Ran