Conseguindo fugir.
Já estamos aqui há cinco dias. É o que Íris diz quando vem nos visitar, porque, trancadas neste lugar sem janelas, não conseguimos distinguir dia de noite. Não entra um fio de luz, nem mesmo uma fresta mínima por onde possamos adivinhar se o sol ainda existe lá fora. Vivemos num tempo suspenso, onde os segundos se arrastam e o ar é pesado, como se quisesse nos sufocar.
Graças à Deusa, desde que acordei ninguém mais aplicou acônito em mim, mas ainda assim estou fraca. Minhas pernas pesam tonelad