Foi então que o espaço ao redor mudou.
As paredes deixaram de existir.
A cidade também.
Agora era apenas escuridão. Uma escuridão que respirava.
Uma presença se formava no meio do nada.
Alta, silenciosa. Forte como uma estátua viva. Os contornos do cabelo se moviam como se flutuassem em água parada.
— Pa... pai? — sussurrou, com a voz entrecortada de choro e saliva.
Ela podia ouvir ele ali, como no dia em que fez a maior merda da sua vida, numa ligação forçada com o pai. Enquanto ela gaguejou “p