— Ah... — soltou um riso fraco. Mas não havia graça. Era só desespero tentando sair por outro lugar.
...
— Sério? — ele perguntou, o riso se apagando no rosto. Sua expressão agora era de esgotamento puro, sem defesas.
Ela não respondeu. Apenas voltou para sua cadeira, como quem retorna de um recreio leve e revigorante. O som das gotas escorrendo dele pingava no chão, uma trilha sonora melancólica enquanto a nave seguia balançando suavemente no azul escuro do planeta lá fora.
Ele ficou. Encharcado.
E, mais uma vez, sozinho.
Ele percebeu sua fortaleza mental se dissipando, sua inclinação para resistir se esvaindo. Nunes estava incerto de quanto mais tempo poderia perseverar. A solidão, a agonia psicológica, a apatia dela... tudo isso parecia estar consumindo o que restava de seu espírito.
Era tão simples quanto aquelas boas e velhas questões de autoescola que te ensinam a ter empatia pelo próximo, pelos condutores, pedestres, animais, vítimas…
E ela…?
À medida que o tempo avançava e a