Lorena
Sim, meu pai estava me vendendo. Essa era a verdade crua, horrível, impossível de suavizar. E todos aqueles homens… eles realmente achavam que eu era uma garota de programa cara, contratada para agradá-los, acompanhá-los, entretê-los. Como se eu fosse parte do pacote do negócio, um bônus, um agrado.
Eu sentia nojo. Dele. Da situação. E de mim.
Toda sexta-feira eu precisava inventar alguma desculpa diferente. Algo convincente, educado, que não irritasse ninguém. Eu sorria, falava baixo, e