Lua esqueceu como se respirava.
Por um segundo inteiro, talvez dois, talvez uma vida vergonhosa, ela apenas ficou parada diante dele, presa entre a música que ainda preenchia o quarto e o som do próprio coração martelando dentro dos ouvidos.
A penumbra suavizava os contornos do ambiente, fazia o espelho rústico espalhar sobre Eros uma escuridão que não o escondia de verdade; apenas tornava sua presença maior, mais densa e perigosa.
Ele estava a apenas um braço de distância. Alto, forte, impecáv