O café escolhido por Anaïs era discreto, elegante e escondido atrás de uma floricultura. Tinha poucas mesas, prateleiras com livros de arte e uma vitrola antiga tocando jazz baixo demais para distrair, alto o suficiente para acolher.
Cheguei cinco minutos antes, as mãos trêmulas dentro do bolso do casaco. Uma garçonete me guiou até a mesa dos fundos, onde Anaïs já me esperava com um chá fumegante e uma pasta de couro ao lado.
— Allegra Bianchi — disse ela, como se estivesse anunciando um título