Luna seguia sentada na cadeira, as costas rígidas e os ombros travados, tentando respirar sem chamar atenção, tentando existir sem provocar qualquer variação no humor do homem que infelizmente era seu pai. Ainda tentava, sem sorte, se soltar das amarras.
Ele não tinha oferecido água ou comida, era como se ela sequer estivesse ali. Ou como se fosse um objeto, e não uma pessoa.
Quando o primeiro estouro ecoou do lado de fora, Luna levou um susto tão forte que o corpo reagiu antes da mente. A cabe