Luna acordou antes do despertador. Só isso já pareceu estranho. Por um segundo, com o quarto ainda mergulhado na penumbra azulada da madrugada, ela esqueceu onde estava. Então o som constante e suave do oceano chegou pela janela aberta, e a realidade se encaixou de uma vez só. Surf House, San Clemente, primeiro dia de treinamento. Seu coração acelerou levemente. Jordan ainda dormia, encolhida sob o lençol, respirando profundamente. Luna caminhou em silêncio até o banheiro, tentando não fazer barulho no piso de madeira que rangia. Ela não dormira bem. O sono fora leve, agitado, entrecortado por sonhos confusos e sons desconhecidos — passos no corredor, portas abrindo e fechando, o rangido distante da madeira da casa se acomodando à noite. Os músculos reclamavam da viagem, da ansiedade, da expectativa que nunca chegara a desligar completamente. Ainda assim, por baixo do cansaço, algo pulsava, e era empolgação. Uma empolgação real, vibrante, que fazia o estômago se apertar e a ponta
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