A primeira luz do dia surgia lentamente no horizonte, pintando o céu com camadas de laranja e dourado, que refletiam sobre a superfície do oceano. A água, antes escura, agora cintilava, como se guardasse pequenas estrelas em seu interior.Luna estava deitada em sua prancha, com os pés dentro da água, deixando a ondulação suave do mar balançar o corpo. Ao redor, não havia mais ninguém. Só se ouvia o som discreto das ondas quebrando na areia distante e o canto dos pássaros que saíram para dar os primeiros mergulhos da manhã.O sol ainda era tímido, mas bastava para aquecer a pele de Luna. Ela respirava devagar, os olhos fechados, quase como se dormisse. A mente, no entanto, não lhe dava descanso. Pensamentos se atropelavam, formando um turbilhão difícil de organizar.O mar, sempre presente em sua vida, era a única constante. Ali, Luna sentia que podia existir sem máscaras. Parecia que o oceano falava com ela de uma maneira que ninguém mais conseguia entender. O mar não julgava, não ques
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