Era como se Luna estivesse debaixo d’água. As vozes chegavam até ela distorcidas, abafadas, como se viessem por um tubo, e as palavras batiam numa parede invisível antes de conseguirem virar sentido.
Havia gente ao redor, havia movimento, havia mãos tocando nela, soltando amarras que tinham prendido seus pulsos e tornozelos por tempo demais, e ainda assim Luna não conseguia reagir, como se o corpo fosse um objeto emprestado, pesado, desligado da própria dona.
Alguém dizia o nome dela repetidas