Ísis
Batidas suaves na porta interromperam o silêncio pesado entre eu e minha mãe. Antes que eu dissesse qualquer coisa, a maçaneta girou.
— Posso entrar?
A voz de Sofia veio leve, como um sopro em meio à tensão.
— Entra — respondi, sem desviar o olhar do espelho.
A porta se abriu e ela entrou com aquele jeito dela, natural e fácil, como se não existisse o peso que tomava conta do meu quarto. Parou logo ao me ver e sorriu.
— Uau… — ela soltou, me analisando de cima a baixo. — Você está linda, Í