Cap. 7
Pov. Lirah
— Me deixa em paz…
O sussurro saiu dos meus lábios, mais uma prece desesperada do que uma ordem. Era aterrorizante. O vínculo funcionava à distância como um anzol enterrado no meu esterno, puxando-me com uma força magnética e brutal. Não era um chamado; era uma corda enforcando meu instinto, tentando me arrastar para meu próprio carrasco.
Engoli seco. O chão pareceu ceder sob meus pés. Meu corpo, traidor, deu um passo para ele antes que minha mente ordenasse.
Minhas mãos trêmulas bateram no vidro frio da janela. Tropecei no próprio desespero, afastando-me como se pudesse me esconder da linha invisível que me amarrava a ele.
O cheiro dele impregnou o quarto. Algo que eu reconhecia como Âmbar, fumaça de lenha caro queimando e aquela nota de poder absoluto, frio e inegável.
Minha loba interior, a parte de mim que eu nunca precisei controlar, gemeu em resposta.
Era um gemido dividido, entre um lamento de submissão ancestral, um reconhecimento biológico que me enojava, e