Lilly
A casa dos meus pais parecia menor naquela tarde, como se as paredes tivessem se aproximado umas das outras, comprimindo o ar e a minha respiração junto. O relógio da sala marcava um tempo que não passava, o tic-tac insistente me deixando ainda mais nervosa. Meu pai estava sentado em sua poltrona de sempre, com as mãos apoiadas nos braços, rígido demais. Minha mãe caminhava de um lado para o outro, inquieta, até parar à minha frente e cruzar os braços, tentando esconder a apreensão qu