Lilly
A casa já estava tomando forma de festa antes mesmo de qualquer convidado aparecer, e eu sentia um peso gostoso no peito — nervoso, mas bom. Era a primeira vez na vida que eu estava fazendo algo assim. Não era no contexto corporativo, nem em lançamentos da empresa do meu pai, nem em eventos montados, revisados e guiados milimetricamente por protocolos. Era… meu. Meu jantar. Minha casa nova. Meus amigos. Minha responsabilidade. E isso fazia meu estômago virar de ponta-cabeça de um jeito meio esquisito, porque eu sempre ajudei minha mãe com as visitas na casa dos meus pais. Mas receber pessoas, meus amigos? Fazer sala? Cozinhar? Criar um ambiente íntimo e acolhedor? Era território novo, e eu queria acertar.
Joanna e Estelle eram minhas salvação. Além de cuidarem da casa, eram duas máquinas de sabedoria culinária. Estelle me ensinou a cortar os legumes do jeito certo, como quem revela um grande segredo ancestral de família, enquanto Joanna me mostrava como equilibrar o tempe