James
Depois que o último carro saiu e a casa ficou finalmente silenciosa, eu senti aquele vazio estranho que sobra depois de uma noite cheia demais. Lilly ficou parada no meio da sala, os braços cruzados, o olhar cravado em mim.
— O que foi aquilo com o Antony?
Dei de ombros, jogando as chaves da casa sobre o aparador como se aquilo não tivesse importância alguma.
— Foi ele que começou.
— Aquilo não parecia só “começo”.
Eu a encarei por dois segundos e virei o rosto antes que ela continuasse, porque eu já conhecia aquele tom. Era o tom que vinha com julgamento embutido, mesmo quando ela tentava parecer neutra.
— Boa noite, Lilly.
E fui para o quarto.
Fechei a porta do quarto devagar, mas com intenção de dar um fim naquela conversa. Comecei a tirar a roupa sem pensar muito, só querendo arrancar aquela noite de mim. Camisa, calça, sapatos largados pelo caminho. Quando estava praticamente só de cueca, a porta abriu de repente.
Lilly entrou. Ela travou do lado de de