Continuação
O silêncio me esmagava. Um ano.
Minhas mãos tremiam, e o fogo que antes me envolvia se apagou, substituído por uma sensação fria, profunda... inumana.
— Um ano... — repeti, a voz rouca, vazia. — Eu dormi por tanto tempo assim.
Ninguém respondeu.
Selene respirou fundo, tentando se aproximar.
— Lua... — começou, com cautela. — Você precisa entender o que se tornou.
Levantei o olhar, e ela pareceu hesitar. A cor dos meus olhos mudava diante dela — o vermelho escurecendo a