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— Merhaba! Senhor, você viu uma mulher de vestido vermelho cheio de lantejoulas com um véu azul na cabeça?
— Me desculpe, meu jovem, eu cheguei agora e não tinha mulher nenhuma aqui. — Teşekkürler! (Obrigado!) — Rica ederim. (De nada.) Yaman havia acabado de chegar à Capadócia. Assim que desembarcou no aeroporto da cidade, pegou um carro pequeno e parou em frente ao hotel de sua família. Foi quando viu uma mulher usando um vestido vermelho chamativo cheio de lantejoulas e um véu azul cobrindo o cabelo. Quando ele ia adentrando o hotel, a mulher lhe pediu ajuda. FLASHBACK — Meu jovem, pode me ajudar? — A voz da mulher em sua frente estava trêmula, embora conseguisse completar a frase. Suas mãos pressionavam o peito, como se tentasse arrancar uma dor lá de dentro. — O que a senhora tem? — Eu tenho... as... asma... — A senhora deve ter uma bombinha! A senhora tem uma? — Eu... esqueci em casa... Eu... achei que... — Tamam! Tamam! (Tudo bem! Tudo bem!) Eu vou lá dentro arrumar uma bombinha para a senhora! — Yaman falou se afastando, acenando para a senhora de vermelho esperar ali, e entrou desesperadamente. Mesmo entrando no hotel vestindo uma camisa verde e um jeans azul-marinho, um pouco desgrenhado e desesperado como se fosse um louco, o gerente logo o reconheceu: — Senhor... — Por favor, Murat! — Yaman o interrompeu antes que ele o tratasse formalmente. — Preciso que me arrume uma bombinha para asma, urgentemente. — O senhor está bem? — Murat, estou bem, não é para mim! — Ele até tentou começar a explicar a situação, mas não cabia naquele momento. — Por favor, pode ir buscar agora? — Sim, senhor! Murat correu adentrando o hotel, enquanto o jovem esperava ansiosamente, orando a Allah para que o gerente voltasse logo. Afinal, a vida de uma mulher estava em risco. Não demorou muito e Murat voltou com a bombinha, entregando-a nas mãos de Yaman, que a pegou e saiu correndo sem dar chance de o homem fazer outra pergunta. Mas, quando chegou ao lado de fora, não encontrou ninguém. Na verdade, não encontrou nada, exceto por um senhor que estava acabando de desligar o celular. Yaman não queria acreditar no que estava acontecendo naquele momento. Não só a mulher de vermelho havia sumido, mas as suas malas também tinham desaparecido! Olhou para todos os lados — esquerda, direita, à frente e atrás. Ele girava no mesmo lugar, incrédulo. Tinha sido roubado. FIM DO FLASHBACK — Allah? Allah!! O senhor a quem pedira informações sobre a mulher já havia saído dali. Yaman andou um pouco mais, afastando-se do hotel para ver se enxergava a desconhecida, afinal ela vestia algo muito chamativo. Naquele momento, ele se encontrava completamente atordoado. Em suas malas estava tudo o que tinha: celular, cartões de crédito, dinheiro, roupas e, claro, seu passaporte. Estava tão perdido, passando as mãos na cabeça e olhando de um lado para o outro, que acabou esbarrando e derrubando uma jovem que passava por ali. — Ai! Cuidado! Olha por onde anda, moço! Ele saiu de seus devaneios quando percebeu que a voz vinha da mulher que estava caída no chão. Rapidamente se moveu para ajudá-la, estendendo a mão para que ela se levantasse. — Me desculpe, senhorita! Não foi minha intenção! — Tudo bem! — ela respondeu, perdoando-o enquanto tentava limpar a sujeira da calça branca. Logo percebeu que era uma perda de tempo; apenas uma lavagem resolveria. — Mas, da próxima vez, tenha cuidado e olhe por onde anda! — Sim, senhorita, eu... — A voz dele sumiu no meio da frase ao se deparar com tamanha beleza. A jovem que esbarrara nele tinha longos cabelos loiros e ondulados que iam até os ombros. Sua pele clara combinava perfeitamente com os olhos azuis como o mar, incrivelmente bem desenhados. Seus lábios eram sedutores, carnudos e perfeitos. Pela primeira vez na vida, Yaman se viu completamente encantado por uma mulher. Acompanhava os movimentos que ela fazia ao limpar a calça enquanto dizia algo. Os lábios dela se moviam, mas ele não ouvia som algum, como se estivesse em transe. — Sim, senhorita, eu... — A voz dele sumiu no meio da frase ao se deparar com tamanha beleza. A jovem que esbarrara nele tinha longos cabelos loiros e ondulados que iam até os ombros. Sua pele clara combinava perfeitamente com os olhos azuis como o mar, incrivelmente bem desenhados. Seus lábios eram sedutores, carnudos e perfeitos. Pela primeira vez na vida, Yaman se viu completamente encantado por uma mulher. Acompanhava os movimentos que ela fazia ao limpar a calça enquanto dizia algo. Os lábios dela se moviam, mas ele não ouvia som algum, como se estivesse em transe. — Ei! Está me ouvindo? — A voz dela, alta e chamativa, fez com que ele voltasse à realidade. — Você pode repetir, por favor? — Você é novo aqui, não é? — Dá para perceber? — Bom, não é todo dia que vemos um cara usar uma camisa escrita "Eu amo Nova York". — Ela apontou para a camisa dele e depois para o redor. — A Capadócia é um pouco mais tradicional quanto aos hábitos dos moradores. — Mas você está vestida com roupas modernas! — Mas estou usando meu véu! — Ela mostrou o véu bege enrolado no pescoço, algo que, se ela não tivesse mencionado, ele nem teria notado até então. — Ah, desculpe! — Tamam! As mulheres daqui não costumam sair sem o véu na cabeça. Mas me diz aí: por que você estava tão distraído? — Eu acabei de ser roubado! — Deixa eu adivinhar... Você acabou de chegar, desceu em frente ao Hotel Palace? — Sim, eu... — Foi por isso que te roubaram. Isso acontece muito aqui. Sabe, esses ladrões ficam sempre em frente a hotéis luxuosos como este. Na maioria das vezes, é uma senhora ou um idoso dizendo que está passando mal. Quando as pessoas vão pedir ajuda ou buscar algo, eles aproveitam para roubar as malas dos turistas. — Isso acontece com frequência?! — Evet... — respondeu ela, colocando as mãos nos bolsos. — Principalmente se você estiver em frente a este hotel. O Palace é o maior e melhor hotel de luxo da Capadócia. Eu nunca entrei lá, é claro, mas dizem que a arquitetura é muito luxuosa e que até algumas coisas são feitas de ouro. E o principal: pertence a uma família muito poderosa e rica de Istambul. — Nossa... — Olha, eles pensaram que você fosse um cara rico, por isso te roubaram! Mas eu posso te ajudar.






