Meu Marido Bilionário é ex-namorado da minha prima
Meu Marido Bilionário é ex-namorado da minha prima
Por: Sica Oliver
Capadócia.

— Merhaba! Senhor, você viu uma mulher de vestido vermelho cheio de lantejoulas com um véu azul na cabeça?

— Me desculpe, meu jovem, eu cheguei agora e não tinha mulher nenhuma aqui.

— Teşekkürler! (Obrigado!)

— Rica ederim. (De nada.)

Yaman havia acabado de chegar à Capadócia. Assim que desembarcou no aeroporto da cidade, pegou um carro pequeno e parou em frente ao hotel de sua família. Foi quando viu uma mulher usando um vestido vermelho chamativo cheio de lantejoulas e um véu azul cobrindo o cabelo. Quando ele ia adentrando o hotel, a mulher lhe pediu ajuda.

FLASHBACK

— Meu jovem, pode me ajudar? — A voz da mulher em sua frente estava trêmula, embora conseguisse completar a frase. Suas mãos pressionavam o peito, como se tentasse arrancar uma dor lá de dentro.

— O que a senhora tem?

— Eu tenho... as... asma...

— A senhora deve ter uma bombinha! A senhora tem uma?

— Eu... esqueci em casa... Eu... achei que...

— Tamam! Tamam! (Tudo bem! Tudo bem!) Eu vou lá dentro arrumar uma bombinha para a senhora! — Yaman falou se afastando, acenando para a senhora de vermelho esperar ali, e entrou desesperadamente.

Mesmo entrando no hotel vestindo uma camisa verde e um jeans azul-marinho, um pouco desgrenhado e desesperado como se fosse um louco, o gerente logo o reconheceu:

— Senhor...

— Por favor, Murat! — Yaman o interrompeu antes que ele o tratasse formalmente. — Preciso que me arrume uma bombinha para asma, urgentemente.

— O senhor está bem?

— Murat, estou bem, não é para mim! — Ele até tentou começar a explicar a situação, mas não cabia naquele momento. — Por favor, pode ir buscar agora?

— Sim, senhor!

Murat correu adentrando o hotel, enquanto o jovem esperava ansiosamente, orando a Allah para que o gerente voltasse logo. Afinal, a vida de uma mulher estava em risco. Não demorou muito e Murat voltou com a bombinha, entregando-a nas mãos de Yaman, que a pegou e saiu correndo sem dar chance de o homem fazer outra pergunta.

Mas, quando chegou ao lado de fora, não encontrou ninguém. Na verdade, não encontrou nada, exceto por um senhor que estava acabando de desligar o celular.

Yaman não queria acreditar no que estava acontecendo naquele momento. Não só a mulher de vermelho havia sumido, mas as suas malas também tinham desaparecido! Olhou para todos os lados — esquerda, direita, à frente e atrás. Ele girava no mesmo lugar, incrédulo. Tinha sido roubado.

FIM DO FLASHBACK

— Allah? Allah!!

O senhor a quem pedira informações sobre a mulher já havia saído dali. Yaman andou um pouco mais, afastando-se do hotel para ver se enxergava a desconhecida, afinal ela vestia algo muito chamativo.

Naquele momento, ele se encontrava completamente atordoado. Em suas malas estava tudo o que tinha: celular, cartões de crédito, dinheiro, roupas e, claro, seu passaporte. Estava tão perdido, passando as mãos na cabeça e olhando de um lado para o outro, que acabou esbarrando e derrubando uma jovem que passava por ali.

— Ai! Cuidado! Olha por onde anda, moço!

Ele saiu de seus devaneios quando percebeu que a voz vinha da mulher que estava caída no chão. Rapidamente se moveu para ajudá-la, estendendo a mão para que ela se levantasse.

— Me desculpe, senhorita! Não foi minha intenção!

— Tudo bem! — ela respondeu, perdoando-o enquanto tentava limpar a sujeira da calça branca. Logo percebeu que era uma perda de tempo; apenas uma lavagem resolveria. — Mas, da próxima vez, tenha cuidado e olhe por onde anda!

— Sim, senhorita, eu... — A voz dele sumiu no meio da frase ao se deparar com tamanha beleza.

A jovem que esbarrara nele tinha longos cabelos loiros e ondulados que iam até os ombros. Sua pele clara combinava perfeitamente com os olhos azuis como o mar, incrivelmente bem desenhados. Seus lábios eram sedutores, carnudos e perfeitos.

Pela primeira vez na vida, Yaman se viu completamente encantado por uma mulher. Acompanhava os movimentos que ela fazia ao limpar a calça enquanto dizia algo. Os lábios dela se moviam, mas ele não ouvia som algum, como se estivesse em transe.

— Sim, senhorita, eu... — A voz dele sumiu no meio da frase ao se deparar com tamanha beleza.

A jovem que esbarrara nele tinha longos cabelos loiros e ondulados que iam até os ombros. Sua pele clara combinava perfeitamente com os olhos azuis como o mar, incrivelmente bem desenhados. Seus lábios eram sedutores, carnudos e perfeitos.

Pela primeira vez na vida, Yaman se viu completamente encantado por uma mulher. Acompanhava os movimentos que ela fazia ao limpar a calça enquanto dizia algo. Os lábios dela se moviam, mas ele não ouvia som algum, como se estivesse em transe.

— Ei! Está me ouvindo? — A voz dela, alta e chamativa, fez com que ele voltasse à realidade.

— Você pode repetir, por favor?

— Você é novo aqui, não é?

— Dá para perceber?

— Bom, não é todo dia que vemos um cara usar uma camisa escrita "Eu amo Nova York". — Ela apontou para a camisa dele e depois para o redor. — A Capadócia é um pouco mais tradicional quanto aos hábitos dos moradores.

— Mas você está vestida com roupas modernas!

— Mas estou usando meu véu! — Ela mostrou o véu bege enrolado no pescoço, algo que, se ela não tivesse mencionado, ele nem teria notado até então.

— Ah, desculpe!

— Tamam! As mulheres daqui não costumam sair sem o véu na cabeça. Mas me diz aí: por que você estava tão distraído?

— Eu acabei de ser roubado!

— Deixa eu adivinhar... Você acabou de chegar, desceu em frente ao Hotel Palace?

— Sim, eu...

— Foi por isso que te roubaram. Isso acontece muito aqui. Sabe, esses ladrões ficam sempre em frente a hotéis luxuosos como este. Na maioria das vezes, é uma senhora ou um idoso dizendo que está passando mal. Quando as pessoas vão pedir ajuda ou buscar algo, eles aproveitam para roubar as malas dos turistas.

— Isso acontece com frequência?!

— Evet... — respondeu ela, colocando as mãos nos bolsos. — Principalmente se você estiver em frente a este hotel. O Palace é o maior e melhor hotel de luxo da Capadócia. Eu nunca entrei lá, é claro, mas dizem que a arquitetura é muito luxuosa e que até algumas coisas são feitas de ouro. E o principal: pertence a uma família muito poderosa e rica de Istambul.

— Nossa...

— Olha, eles pensaram que você fosse um cara rico, por isso te roubaram! Mas eu posso te ajudar.

Sigue leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la APP
capítulo anteriorcapítulo siguiente
Explora y lee buenas novelas sin costo
Miles de novelas gratis en BueNovela. ¡Descarga y lee en cualquier momento!
Lee libros gratis en la app
Escanea el código para leer en la APP