Ana Luiza Martinelli
As luzes do hospital ainda dançavam em minha memória quando encostei a testa na janela do carro, deixando o vidro frio aliviar o calor que queimava por dentro. Nando havia vomitado três vezes durante a madrugada. O rostinho dele, tão pálido, os olhos semicerrados de cansaço, e aquele gemido fraco que saía sempre que uma nova onda de náusea o invadia... Nada disso saía da minha cabeça. Eu me sentia impotente. Não havia nada que eu pudesse fazer para tirá-lo daquele sofriment