Heloíse Albuquerque
Acordei com aquele gosto amargo na boca que nenhuma escova de dente consegue tirar. Algo dentro de mim me dizia que o dia não seria bom, mas me recusei a ceder a qualquer pressão psicológica matinal. Afinal, sou Heloíse Albuquerque, e fraqueza não combina comigo.
Sentei-me à mesa do café e dei a primeira colherada no mingau. Mal engoli. Cuspi de volta no prato com nojo e revolta.
— Isso aqui está uma porcaria! — gritei, empurrando o prato para longe. — Você chama isso de com