O som frio do ar-condicionado do hospital se misturava ao leve apito dos monitores. Aquele ambiente asséptico, com suas paredes brancas e cortinas pálidas, me causava um nó na garganta desde o momento em que pisamos ali com um diagnóstico nas costas e a coragem no bolso. Nando estava prestes a começar a quimioterapia.
Eu observava meu filho sentado na poltrona reclinável, seu corpo pequeno envolto por uma manta azul-marinho que ele mesmo escolhera no caminho para a sala. Ele segurava com força