Ana Luiza Martinelli
As paredes daquele consultório pareciam mais frias do que da última vez. Talvez fosse o ar-condicionado, talvez fosse a tensão no ar. Ou talvez fosse apenas o medo, aquele medo silencioso que me acompanhava desde o dia em que ouvi a palavra "linfoma" sair da boca do doutor Paulo.
Duas semanas haviam se passado. Duas semanas de exames, de noites mal dormidas, de esperança e desespero se alternando como uma gangorra. Enzo e eu tentamos manter o semblante firme diante do Nand