Ana Luiza Martinelli
Gabi já havia ido embora. Precisava trabalhar. Antes de sair, me deu um abraço apertado e disse:
— Qualquer coisa, me liga. Estou a um telefonema de distância, Ana. Não hesite.
Assenti, grata por ter um amigo como ele. Agora, o quarto estava silencioso, apenas com os sons dos aparelhos monitorando meu pequeno guerreiro. Minha mãe cochilava na poltrona ao lado da janela, e eu estava de pé ao lado da cama do meu filho, observando atentamente os movimentos do médico e da enfe