Ana Luiza Martinelli
Acordei com o rosto inchado e os olhos ainda grudados pelas lágrimas da noite anterior. O travesseiro estava molhado, e meu corpo doía inteiro, como se a dor da alma tivesse se materializado em cada centímetro da minha pele. Por um momento, fiquei ali, deitada, encarando o teto. Eu sabia que não era um dia qualquer. Era o dia em que meu filho completava seis anos. Um dia que deveria ser comemorado com festa, sorrisos, bexigas coloridas, bolo de chocolate e música alta. Mas