Eu não conseguia me mexer.
Senti minha garganta tampar. O corpo parecia se desligar aos poucos, como se me obrigasse a aceitar o fim.
Você não tem forças, não tem voz, não tem ar, não tem batimentos.
Eu só conseguia ouvir as vozes abafadas.
“Corre, peguem o desfibrilador.”
“Doutor, tem um frasco de Propofol no lixo”
“Entubem...AGORA”.
Abri os olhos.
Eu estava no colégio. Vestida com uma camisa branca que tinha um cheiro delicioso de amaciante e uma saia xadreza. – Aquele cheiro, era o cuidado d