A manhã começou cedo demais para Karol. Depois do que aconteceu durante a madrugada, ela praticamente não conseguiu dormir. Mesmo deitada ao lado da filha, com a casa trancada e silenciosa outra vez, o corpo continuava em alerta, como se qualquer barulho pudesse trazer os gritos de volta. Ainda assim, quando o dia clareou, ela levantou no horário de sempre. Preparou o café, arrumou a menina com calma e tentou manter a rotina normal, porque sabia que a filha precisava disso. Precisava sentir que