Ethan
Eu nunca gostei de azul claro. Sempre achei uma cor sem graça, coisa de gente que tem vida perfeita demais. Mas agora estou parado dentro do carro, à distância, olhando pela janela do andar de cima da mansão Sinclair e vendo um quarto inteiro sendo decorado com papel de parede azul, branco e verde.
O quarto do meu pesadelo.
Ou o quarto do filho dela.
— Um menino… — repito, com a boca amarga. — Ele está roubando o meu filho… meu com a minha ruiva.
Não sei quanto tempo fico ali, encarando aquela janela. Só saio do transe quando um dos meus homens, sentado no banco da frente, fala:
— Don… o senhor tem certeza que quer ficar aqui?
Desvio o olhar do vidro.
— Cala a boca e faz o seu trabalho.
Ele se encolhe um pouco, mas não insiste. Minutos depois, outro carro da minha equipe para mais atrás. São os homens que vigiam a rua por mim. Se alguma coisa acontecer, eles agem antes de qualquer segurança de Sinclair.
Eu continuo olhando. Vejo o vulto de Ruby passando pelo quarto. Mesmo de lon