Capítulo 135
Violet Jones
Esperei os tiros cessarem, os ouvidos atentos a qualquer ruído. O eco ainda vibrava dentro de mim, como se cada disparo tivesse acertado meu peito. Então ouvi um barulho, um carro arrancou pela estrada de terra, levantando um rastro de poeira que se perdeu entre as árvores no casarão.
Mantive o corpo curvado, os joelhos ligeiramente dobrados para me mover mais rápido e silenciosa. A vegetação arranhava meus braços, o ar frio queimava meus pulmões. Ao contornar o galpão onde me escondia, parei de repente.
Uma velhinha franzina, com o rosto vincado de rugas e um lenço amarrado na cabeça, vinha na minha direção. No braço esquerdo, uma galinha viva se debatia suavemente; na mão direita, uma faca de cozinha reluzia à luz do dia.
Meu coração deu um salto.
— Desculpa… — ergui as mãos num gesto instintivo de rendição — Eu não entrei por mal. É que… me sequestraram e…
Ela arqueou as sobrancelhas, estreitando os olhos.
— Os japoneses? — pergunt