Isadora Alencar
Um mês.
Trinta dias.
Setecentas e vinte horas desde o nascimento do meu filho, e hoje, finalmente, ele terá alta.
Foram dias de respiração presa, orações sussurradas, mãos entrelaçadas na incubadora…
E noites em claro, sozinha, com os olhos fixos no teto, sentindo o eco do nome que não saía da minha boca.
— Senhorita, mais um buquê... onde eu coloco este?
Levantei os olhos da panela e encarei Catarina, minha funcionária dedicada e curiosa demais para o próprio bem.
Mais um buquê