POV Sayra
A noite caiu espessa como óleo derramado sobre o castelo.
Vesti o robe branco do culto da Lua, símbolo de pureza e devoção, enquanto escondia sob ele a lâmina fina, curta, envenenada — feita para cortar carne macia sem levantar suspeita. O mesmo tipo usado para sacrificar cordeiros.
A cada passo pelos corredores, minha mente repetia a profecia sussurrada pelas sacerdotisas caídas:
“Uma filha que não chora. Uma sombra que caminha entre vivos. Onde ela tocar, a morte germinará.”
S