A Outra Metade da Lua
O retorno à mansão foi silencioso.
A loba caminhava ao meu lado com a leveza de uma folha caída sobre o lago — e ainda assim, carregava nos olhos o peso de séculos adormecidos.
Ela não falou nada, mas cada passo seu sussurrava:
“Estou viva. E você… não está mais sozinha.”
Mas estar acompanhada não significava estar em paz.
Quando cruzamos os portões, Marco já nos esperava no hall de entrada.
Rafael veio logo depois, emergindo das sombras, como se seu corpo fosse feito do m