Cássia chegou à pousada completamente arrasada. Cada passo era um fardo, cada respiração, um esforço. A notícia de que Natan havia pegado a balsa, somada à fúria do irmão e à dor da rejeição, a consumia por dentro. Para piorar, a colocaram para trabalhar como camareira, cobrindo uma colega que havia faltado. Trocar lençóis e limpar banheiros era uma tarefa que parecia zombar de seu estado de espírito.
Com a mente em um turbilhão, ela começou a limpar os quartos, com os movimentos mecânicos, e a alma em pedaços. Estava nervosa, com o coração batendo descompassado no peito, cada ruído a sobressaltando.
No horário do café, recebeu uma mensagem do ex-padrasto. A mensagem era curta e direta: Natan estava com ele. E um pedido, quase uma exigência: para ela ir para lá, se possível, no mesmo dia. O alívio momentâneo de saber que o irmão estava seguro rapidamente deu lugar a uma nova onda de preocupação. Ela já estava transtornada, mas a urgência no tom do ex-padrasto, o pedido para ir "no mes