Pietro Cavallini
O sol de São Paulo mal tinha começado a lutar contra o cinza dos prédios quando eu já estava de pé, devidamente trajado com um terno que gritava "arquiteto de sucesso", mas com o coração batendo naquele ritmo descompassado que só uma vizinha teimosa conseguia provocar. Eu tinha um voo para o Rio de Janeiro em poucas horas, e a ideia de passar dois dias sem testar a paciência da Fernanda Vasques parecia uma perda de tempo imperdoável.
Na verdade, eu mal tinha pregado o olho. A n