Pietro Cavallini
Eu estava encostado na porta do apartamento da Fernanda, equilibrando duas caixas de pizza escaldantes em uma mão e uma sacola com um vinho caro na outra. O corredor estava silencioso, mas eu sabia que, do outro lado daquela madeira, a Vasques estava tentando regular a respiração.
— Vamos lá, Vasques! Abre essa porta! — bati com o nó dos dedos, mantendo o tom sarcástico de sempre. — Eu trouxe a de calabresa com borda recheada, aquela que faz qualquer amnésia valer a pena. Não a