Eu me aproximo como um zumbi. Meus pés tocam o chão como se arrastassem toneladas. Meu corpo parece anestesiado, mas por dentro... é puro caos. Uma tempestade de emoções me atravessa: raiva, dor, humilhação, vergonha. Não sei se tenho vontade de chorar, de gritar, de rir da minha burrice ou simplesmente de rasgar a cara dos dois ali mesmo.
Meus olhos ardem, minha garganta está fechada. Mas minha voz, quando sai, surpreende até a mim mesma. Sai calma. Baixa. Como se viesse de outra pessoa.
— Voc