No carro, percebo Ryan tenso. Já faz dez minutos que deixamos a casa e ele não desvia os olhos da estrada. O som constante do motor e o rolar dos pneus no asfalto parecem amplificar o silêncio sufocante. Seus dedos se prendem ao volante com tanta força que as veias saltam sob a pele, e a mandíbula cerrada denuncia que algo o incomoda muito mais do que quer admitir. O músculo abaixo da orelha pulsa de forma ritmada, como se cada batida fosse um lembrete da raiva que ele tenta controlar.
Penso em