A luz da manhã atravessava as janelas altas do atelier em faixas douradas, pousando sobre o chão de madeira, os cavaletes alinhados e as folhas espalhadas sobre as mesas. O cheiro a carvão, grafite e papel misturava-se no ar, tornando-o familiar e reconfortante, como uma memória antiga que nunca abandona um lugar.
O som ritmado dos lápis a raspar nas folhas preenchia o espaço com uma tranquilidade rara, interrompida apenas pelas vozes baixas dos alunos e pelo ocasional arrastar de uma cadeira.