A seguir, o momento no hospital foi um borrão de luz branca, vozes baixas e mãos que me tocavam com cuidado clínico.
Respondi ao que me perguntaram. Deixei que tratassem dos cortes, dos hematomas, de tudo o que era visível.
— Preciso de lhe fazer uma pergunta importante — continuou ele, agora num tom mais sério — houve algum tipo de contacto físico forçado de natureza íntima?
A única pergunta que realmente importava, senti o mundo parar por um segundo.
— Tentou… — comecei, a voz mais baixa — m