P.O.V VICTORIA
Bocejo devido a noite de sono mal dormida, a partir da qual me faz levar o dia todo à base de café expresso. Meus dedos digitam freneticamente no laptop, enquanto a luz que emana dele incomoda meus olhos por trás das lentes dos óculos de grau que uso para trabalho, quando termino de fazer o envio do último email pendente. Meu olhar percorre preguiçosamente minha sala de escritório, com paredes de vidro que deixam entrar a luz natural.
Sobre a mesa, há uma pilha de papéis com layouts de eventos, amostras de tecidos e flores, além de um laptop aberto mostrando um cronograma apertado. Uma grande lousa branca na parede exibe anotações sobre tarefas, orçamentos e deadlines, condenando minha estadia no escritório por mais horas, e a luz do sol que atravessava o vidro vai mudando seus tons até a noite invadir a sala com sua penumbra.
[...]
De repente, a porta da sala é aberta, me fazendo erguer a cabeça em alerta, o vendo ali, parado com os olhos fixos em mim.
Retiro os ócu