VICTOR
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As paredes da suíte do hotel pareciam mais estreitas naquela noite. Eu caminhei de um lado para o outro, sentindo o peso de uma inquietude que me corroía por dentro.
Abri a janela da sala, na esperança de que o ar da noite amenizasse o caos que me habitava, mas tudo o que senti foi o contraste de um vento frio no meu rosto quente.
Meu relógio marcava 19h47, eu deveria estar calmo, focado no jantar que havia planejado sozinho, depois da tarde conturbada que havia tido.
Eu havia passa