Eu precisei cortar o silêncio. A conversa precisava avançar de alguma forma, e eu precisava de respostas.
— Se for mesmo meu filho...
Falei pausadamente, sem tirar os olhos dela.
— Prometo que vou ser um ótimo pai.
Ela arregalou os olhos de forma teatral, como se tivesse ouvido a maior blasfêmia do mundo.
— Como assim, "se for seu filho"?
A voz dela subiu um tom, o garçom nos olhou de soslaio da outra ponta do salão.
— Victor, isso é sério. É óbvio que esse filho é seu!
Cruzei os braços, me