Assim que pisei fora do prédio da empresa, o sol teve a ousadia de refletir na lataria impecável de um carro preto que virava a esquina. Não precisei pensar duas vezes, eu reconheceria aquele veículo até de olhos vendados com uma venda de cetim no rosto e uma música alta no ouvido. Era Ítalo, o motorista fiel do meu pai.
Sempre com a barba feita, óculos escuros de quem acha que é o James Bond da Baixada e um perfume que provavelmente custava mais que meu notebook.
Foi impossível não sorrir, af