CAPÍTULO 27

Narrado por Henrique

Meus olhos não se desgrudaram do rosto de Pivô enquanto Sandro e Estevão mantinham sua cabeça firmemente imobilizada na mesa. A água do balde escorria sobre seu rosto em um fluxo constante, e eu falava, minha voz um sussurro gelado e didático no silêncio abafado do galpão.

— Sabe o que eu mais gosto do afogamento simulado? — perguntei, inclinando o balde um pouco mais. — É que, diferente de apenas submergir a pessoa, ele provoca quase de imediato o reflexo faríngeo. Pode não causar danos físicos duradouros, mas a dor é real. A morte é uma possibilidade, é claro, mas isso está fora de questão agora. Não desejo você morto. Ainda não. Agora vamos, Pivô, não temos muito tempo. Não me faça aumentar a dose. Acredite, a dor será muito maior.

Os olhos dele estavam arregalados ao máximo, as veias do pescoço saltadas como cordas. Todo o deboche havia se dissolvido, substituído pelo puro, cru e animal instinto de sobrevivência. Segurei o balde com mais firmeza. Por trás da
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