O homem é sério e mal encarado, no entanto, não sei por qual razão, algo nele me dá a impressão de que ele não está fazendo aquilo por vontade própria.
— Mocinha, a questão é a seguinte: eu tenho instruções claras para matar você, a verdade é essa.
Quando ele diz estas palavras estremeço por completo e ele percebe meu desconforto.
— A senhorita pode ficar tranquila, eu não vou lhe fazer mal. A questão é que agora, eu estou bem ferrado por ter embarcado nas ideias daquela maluca. Então, preciso fazer com que ela acredite que eu te matei, assim, ela terminará por confessar as suas maluquices.
Faço a pergunta retórica:
— E quem é que quer me ver morta?
Ele abre os braços de um jeito debochado, como se eu não soubesse.
— A senhorita não sabe? É a coreana, óbvio. Ela acha que gosta do capitão e acredita que ele vai ficar com ela quando não tiver mais você ao lado. O problema é que eu gosto dela, e muito. Se eu tivesse como trazê-la para mim, essa confusão não estaria formada.
Ele diz este