“Park Ji-Hoon”
Juan abre a porta do meu gabinete com um sorriso esplendoroso e se joga na cadeira à minha frente.
— Tudo certo, senhor! Pode ficar tranquilo com a gringa. Conversei com ela e expus toda a verdade. A princípio ela ficou chocada, mas depois ela percebeu que o senhor foi tão vítima como ela todo o tempo.
Me deixo deslizar na minha cadeira. Uma sensação indescritível de alívio percorre meu corpo.
— Muito obrigado, Juan. Eu não faria melhor. Duvido que a Márcia me recebesse após todo o ocorrido.
Levanto-me e preparo duas xícaras de café. As pego e coloco uma diante do meu amigo.
— E hoje? Está tudo certo para o Baile de Máscaras?
Juan sorve o café forte e fumegante com gosto. Devolve a xícara para a mesa e se endireita para a frente empolgado.
— Patron, eu já coloquei o Robert para cobrir o mecânico de motores que está de folga hoje. Ele não gostou muito, mas tem senso de responsabilidade. Pelo menos, isso.
Bebo todo o meu café para ficar alerta. Nada pode dar errado na fes