Saio do café da manhã com novo ânimo. A companhia de Cauã e de seus amigos divertidos e das minhas amigas Bete e Marta me fizeram esquecer, embora temporariamente, da mágoa que estou carregando, causada pelo Park.
Vez por outra a imagem dele deitado nu ao lado da Na-Ri vem à minha mente e me consome por inteiro. Sinto meu estômago doer, minha garganta fechar e uma vontade absurda de chorar.
E eu que afirmei que nunca choraria por homem algum. Só quando a gente ama de verdade é que tem condições de mensurar os sentimentos.
E pensar que o Park ficou furioso quando me viu conversando com o Cauã, segundo a Bete me contou. Por um lado isso é bom. É sinal de que ele ainda sente alguma coisa por mim. Mas se ele me ama de verdade, o que estava fazendo nu com aquela piranha? Devem ter transado, né? É a resposta mais óbvia. Estremeço com esse pensamento. E mais uma vez meus olhos enchem-se de lágrimas prestes a rolar por meu rosto.
— Tá tudo bem, loirinha? — Cauã envolve meus ombros com seu bra